Entenda a progressão de consequências quando o DAS do MEI não é pago, do simples acréscimo de multa e juros até o risco de exclusão do regime.

Não pagar o DAS gera consequências que crescem em gravidade conforme o tempo de atraso passa — desde multa e juros simples no começo, até a perda de benefícios previdenciários e, em casos extremos, o cancelamento do CNPJ.
Fase 1 — primeiros meses (multa e juros):
Cada guia vencida acumula multa de 0,33% ao dia (limitada a 20%) e juros pela taxa Selic. Você ainda mantém os benefícios previdenciários nesse período, dentro do período de graça do INSS (12 a 36 meses, dependendo do seu histórico de contribuição), mas cada mês sem pagar deixa de contar como contribuição.
Fase 2 — após o período de graça (perda da qualidade de segurado):
Esgotado o período de graça sem nenhuma contribuição, você perde a qualidade de segurado do INSS. Na prática, isso significa que, se precisar de auxílio por incapacidade, salário-maternidade ou se algo acontecer e a família precisar de pensão por morte, o benefício pode ser negado — porque, para o INSS, você deixou de estar "protegido" enquanto não volta a contribuir.
Fase 3 — débito antigo (Dívida Ativa e risco ao CNPJ):
Se os débitos não forem regularizados por um período prolongado (a referência mais comum é em torno de 2 anos consecutivos de inadimplência, somada à falta de entrega da DASN-SIMEI), duas coisas podem acontecer:
Um problema costuma alimentar o outro: quem não paga o DAS muitas vezes também deixa de entregar a Declaração Anual (DASN-SIMEI). Quando isso acontece por dois anos consecutivos, o CNPJ pode ser classificado como "MEI inapto" — uma situação que, por si só, já impede emitir notas fiscais, conseguir empréstimos e renovar certidões, mesmo antes de qualquer cancelamento definitivo.
Vale desfazer um medo comum: o simples atraso de um ou dois meses não cancela seu CNPJ automaticamente, nem te impede de continuar vendendo ou prestando serviço no dia a dia. Os efeitos mais sérios (perda de benefícios, Dívida Ativa, cancelamento) são progressivos e dependem do tempo de inadimplência acumulado — não de um único boleto perdido.
A boa notícia é que, em qualquer uma dessas fases, ainda é possível regularizar: gerar a guia atualizada pelo PGMEI (com multa e juros já calculados), ou parcelar a dívida em até 60 vezes se o valor acumulado for alto. Mesmo dívidas já em Dívida Ativa têm caminho de negociação, pelo portal Regularize da PGFN.
Não pagar o DAS gera consequências progressivas: multa e juros desde o primeiro mês, perda da qualidade de segurado do INSS depois do período de graça (12 a 36 meses sem contribuir), e, em casos de inadimplência prolongada, inscrição em Dívida Ativa ou cancelamento do CNPJ. Quanto antes a situação for regularizada, menor o custo e o risco acumulado.

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