Entenda como pagar guias DAS atrasadas do MEI, como funciona o recalculo de multa e juros, e por que regularizar rapidamente reduz o custo total.

Sim. Pagar o DAS atrasado é simples, gratuito e pode ser feito em poucos minutos pelo mesmo sistema usado para emitir a guia em dia: o PGMEI. Não existe prazo final fixo para regularizar — quanto antes for feito, menor o valor acumulado de multa e juros.
Exemplo numérico: um DAS de R$ 82,05 pago com 60 dias de atraso acumula aproximadamente 20% de multa (próxima do teto) mais os juros Selic dos dois meses — o valor final fica em torno de R$ 100 a R$ 105, dependendo da taxa Selic vigente no período. Quanto mais meses passam, mais os juros se acumulam (a multa já atinge o teto rapidamente, mas os juros continuam subindo mês a mês).
Esse é o ponto que menos gente sabe: mesmo com DAS atrasado, você não perde a qualidade de segurado do INSS imediatamente. Existe um "período de graça":
Depois desse prazo sem nenhuma contribuição, você perde o acesso a auxílio por incapacidade, salário-maternidade e pensão por morte até voltar a contribuir.
Se os débitos não foram regularizados por tempo suficiente, eles deixam de ser geridos pela Receita Federal e passam para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Nesse caso, o pagamento ou parcelamento não é mais feito pelo PGMEI — é preciso acessar o portal Regularize, da PGFN, com conta Gov.br nível Prata ou Ouro, onde existem condições específicas de negociação (incluindo descontos em alguns programas de transação tributária).
Se o valor total acumulado for alto, vale considerar o parcelamento (em até 60 vezes, parcela mínima de R$ 50,00) em vez de juntar tudo para pagar de uma vez. Mas atenção: só é possível parcelar débitos cuja DASN-SIMEI (declaração anual) daquele ano já tenha sido entregue — se a declaração estiver pendente, o sistema não libera o débito para negociação.
Sim, é possível e recomendável pagar o DAS atrasado, gerando uma nova guia pelo PGMEI com multa (até 20%) e juros Selic já recalculados automaticamente. Você não perde os benefícios do INSS de imediato — existe um período de graça de 12 a 36 meses, dependendo do seu histórico de contribuição. Quanto mais tempo o débito ficar parado, maior o custo final, e em casos extremos a dívida pode ir para a PGFN, exigindo negociação por outro portal.

Entenda a diferença entre ultrapassar o limite do MEI em até 20% ou acima disso, e como cada cenário muda o momento em que o desenquadramento passa a valer.

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